Pecevejo da Soja

Nome Popular: Pecevejo da Soja
Nome Científico: Nezara viridula
Animal perigoso: Sim
Animal que pode causar doenças: Não
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Biologia e Comportamento

Nezara viridula Linnaeus, 1758, conhecida pelo nome comum de 'maria-fedida, é um percevejo da família dos pentatomídeos, de ampla distribuição no Brasil.

Tais insetos possuem coloração verde, clareando na parte ventral. Também sao conhecidos pelos nomes de fede-fede, fede-fede-da-soja, percevejo-da-soja, percevejo-verde, cafofo, maria-peidona, Maria Fedorenta, Gordurinha e Barbeiro.

Estes insetos são conhecidos assim por exalarem um odor desagradável quando se sentem ameaçados.

Familia Blissinae

"Este inseto apresenta hábito subterrâneo, predomina em solos arenosos, pode matar a gramínea originando reboleiras ocupadas com plantas invasoras. Seu controle em pastagens é difícil."

O percevejo (ou maria fedida na linguagem popular brasileira) é um inseto da sub-família Blissinae, que ataca plantações e pastagens. Existem algumas espécies que são hematófagas.

Por que a "Maria Fedida" solta odores?

O bichinho, também conhecido como "percevejo verde", usa seu conhecido perfume como mecanismo de defesa contra possíveis predadores. A substância malcheirosa é produzida em uma glândula no abdômen do inseto e depois expelida por um canal que fica próximo ao orifício anal, explica Carlos Campaner, biólogo do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O cheiro é eliminado automaticamente quando o bicho é manuseado ou apertado. Assim, quando um pobre passarinho é envolvido pelo bodum, pode pensar duas vezes antes de bicar a Maria Fedida, que ganha uma chance de escapar.

Apesar de cheirosa, ela não oferece maiores perigos ao homem como seu primo, o barbeiro, que transmite a doença de Chagas, mas às plantações, pois se alimenta da seiva das plantas, tornando-as mais vulneráveis a doenças.

O percevejo castanho é um inseto polífago, alimentando-se de uma variedade de plantas hospedeiras, o que lhe assegura sobrevivência em extensas áreas. Embora freqüentemente referido como Scaptocoris castanea, há suspeitas de que outras espécies estejam envolvidas.

Sua importância tem sido reconhecida por muitos anos em culturas como algodão, cana-de-açúcar, arroz, amendoim, milho, fumo, e feijão, entre outras, assim como em gramíneas forrageiras cultivadas ou não, nas quais é predominantemente encontrado.

Não se conhece muito sobre sua biologia. Ambos ninfas e adultos vivem no solo, alimentando-se de raízes. As ninfas são brancas; os adultos, usualmente ao redor de 10 mm de comprimento, são de coloração castanha, com suas patas anteriores adaptadas para escavar.

O forte odor que exalam quando o solo em que se encontram é revolvido, lembra o cheiro típico de "Maria fedida". Durante períodos do ano de maior umidade, este inseto permanece nas camadas mais superficiais do solo, mas, em condições mais secas, ele se desloca para camadas inferiores para profundidades além de 1,5 m.
Recentemente este inseto tem causado danos severos em pastagens de diferentes espécies de Brachiaria, ameaçando áreas extensas com estas gramíneas, particularmente no Estado de Mato Grosso, tendo sido registrado também em Mato Grosso do Sul, na Bahia, em São Paulo e em Tocantins. Admite-se que a ressurgência desta praga possa estar ocorrendo também em outros Estados. Este inseto tem sido encontrado predominantemente em solos arenosos, nos quais, admite-se, a movimentação seja mais fácil.

Os danos são resultantes da sucção da seiva das raízes tanto pelas formas jovens, as ninfas, como pelos adultos. Geralmente, danos significativos já ocorreram quando da constatação da infestação deste inseto. Em níveis populacionais baixos, este inseto retarda o desenvolvimento da planta, o que, muitas vezes passa despercebido; entretanto, quando em altas populações, determinam a morte de touceiras da gramínea forrageira, alterando a composição da pastagem originando reboleiras ocupadas com plantas invasoras.

O controle químico do percevejo castanho é exeqüível em culturas anuais, uma vez que o controle pode ser executado preventivamente durante o preparo do solo, portanto, antes do plantio. Mas em pastagens, culturas perenes ou semi-perenes, o controle é mais difícil. Exige a reforma das áreas atacadas associada a uma aplicação preventiva de inseticida.

Admite-se a necessidade de, a médio prazo, se desenvolver ou propor outras alternativas de controle, possivelmente através de plantas resistentes ou práticas de manejo, como, talvez, rotação pastagens/cultura anual, incluindo controle químico preventivo. Esta prática de rotação, em verdade, tem sido recomendada atualmente como proposta visando à reforma de pastagens degradadas. Admite-se que plantas mais vigorosas, com um sistema radicular bem desenvolvido, em solos corrigidos e adubados, sejam menos sensíveis ao ataque deste inseto.

Pelos dados encontrados na literatura, verifica-se que este inseto causou grande alvoroço nos anos 50, vindo a diminuir de importância com o tempo. Não se sabe se o que se constata hoje em dia é algo que persistirá por longo tempo ou não. Admite-se, no entanto, que, pelos recentes registros de ataque, o processo de infestação está ainda em expansão.

Danos à agricultura

Os danos que os percevejos podem causar, são de três tipos:

Quebra de produção

O ataque dos percevejos pode produzir grãos atrofiados, enrugados, de tamanho pequeno e peso baixo. Podem também causar aborto de grãos e vagens, e reduzir o poder germinativo da semente.
Transmissão de doenças

Os percevejos podem transmitir doenças às sementes de soja.
Retenção foliar de soja ou soja louca


Acontece quando as vagens estão maduras, mas as folhas ficam verdes e não caem.